domingo, 15 de abril de 2012

MAX WEBER : SOCIOLOGIA #8





 1) O que é poder e dominação para Weber?
Para Max Weber, o poder “significa a probabilidade de impor a própria vontade dentro de uma relação social, mesmo contra toda a resistência e qualquer que seja o fundamento dessa probabilidade”, sendo assim, é impor a própria vontade em uma relação social, mesmo contra a relutância dos outros, não se limitando a nenhum contexto social específico levando em consideração que a imposição da vontade de alguém pode ocorrer em inúmeras situações.
Dominação para Max Weber, como ele cita no texto, é “A probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato”, que possibilitam a explicação da regularidade do conteúdo de ações e das relações sociais, é “Um estado de coisas pelo qual uma vontade manifesta (mandato) do dominador ou dos dominadores influi sobre os atos de outro (do dominado ou dos dominados), de tal modo que, em um grau socialmente relevante, estes atos têm lugar como se os dominados tivessem adotado por si mesmo e como máxima de sua ação o conteúdo do mandato (obediência)." – (economia e sociedade – p.699 – Weber)

Fonte :  http://pensador.uol.com.br/frase/MjAwMDg1
QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. de O.; OLIVEIRA, M. G. M. de.;    Um          Toque de Clássicos: Marx, Durkheim e Weber. 2ª ed. revista e ampliada.       Belo Horizonte, 2003: UFMG, 1995. – pág. 119 e pág. 120

2) Qual a diferença entre dominação legitima para a ilegitima?
Para Max Weber Dominação legitima é aquilo que mantem as relações sociais, ou seja, " a probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato", " é a obediência habitual, por exemplo por parte das massas ou da família", " sem resistência nem critica".
A dominação legitima é caracterizada por diversos fatores como, admiração, costume, leis, entre outros, porem são três os tipos principais de dominação legitima, são eles:
1 - A Domingação Legal: É aquele que melhor representa o tipo de dominação encontrada no estado moderno ou em empresas, onde o líder esta em tal posto devido as normas e regras que garantem esta legitimidade, este tipo de dominação é baseado na burocracia onde o "dominado" obedece as leis e não ao líder que por sua vez também esta submetido a tais leis.A administração desse sistema também é regido pelas regras que o legitimam.
2 - Dominação Tradicional: É aquela baseada na crença e na santidade, como os reis " o seu tipo mais puro é a dominação patriarcal".
O líder (rei, imperador, etc), tem a autoridade total perante a seus súditos, que o obedecem tais ordens devido a tradição.
é o líder quem também rege todo o sistema administrativo deste tipo de dominação seja por privilégios, ou por acordos, afeto, entre outras coisas.
3 - Dominação carismática: É aquela baseada na " devoção afetiva à pessoa do senhor e a seus dotes sobrenaturais (carisma)".
É muito observada em relações religiosas, onde o líder concede revelações, milagres, atos de heroísmo.
Estes três tipos de dominação caracterizam a dominação legitima.
A dominação legitima é representada para Weber nas cidades medievais ocidentais, onde ocorreu o desenvolvimento do capitalismo.
A dominação é observada como sendo uma reciprocidade entre ordem e obediência, se um determinado sujeito que recebe tal ordem achar ela válida poderá responde-la positivamente, e se não achar válida negativamente.
"Quando a legitimação de uma dominação diminui, segue-se uma diminuição da possibilidade para que uma ordem seja obedecida", isto é Dominação ilegitima.
Weber acredita que a cidade medieval é o melhor exemplo de dominações ilegitimas devido a sua estrutura tão diversificada que abriu a possibilidade para que diferentes ordens (legais), pudessem existir em uma mesma cidade, como as ordens feudais, guildas, corporações etc.
" Uma leitura possível é que a dominação não -legitima é uma entidade tipicamente dinâmica de dominações (e as respectivas ordens legais podem coexistir no interior de um sistema que permita a auto - organização"

Fontes: Texto Os três tipos de dominação legitima.
http://www.pucsp.br/ponto-e-virgula/n7/artigos/htm/pv7-08-antoniosousa.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Weber
QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. de O.; OLIVEIRA, M. G. M. de.;    Um          Toque de Clássicos: Marx, Durkheim e Weber. 2ª ed. revista e ampliada.       Belo Horizonte, 2003: UFMG, 1995.

 3) Podemos encontrar em um dado fenômeno apenas um tipo de dominação?
Para Weber a dominação mantém a coesão social, garante a permanência das relações sociais e a existência da própria sociedade, podendo ela ser manifestada de diversas formas, como através de normas e etiqueta e convivência, organização de regras para a vida política e etc. Em um dado fenômeno podemos encontrar mais de um tipo de dominação. Por exemplo, a ação política, ela exerce três tipos de dominação, a dominação carismática (legitimada pela fé nas qualidades sobrenaturais de quem domina), a dominação tradicional (crença na tradição) e a dominação legal (legitimada pelas leis a partir dos costumes).

fontes : http://www.iupe.org.br/ass/sociologia/soc-weber.htm
QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. de O.; OLIVEIRA, M. G. M. de.;    Um          Toque de Clássicos: Marx, Durkheim e Weber. 2ª ed. revista e ampliada.       Belo Horizonte, 2003: UFMG, 1995.

4) Como Weber define o Estado?
A concepção de Estado para Weber estaria relacionada ao controle do poder estatal por uma burocracia militar e civil, em suas palavras "uma entidade que reivindica o monopólio do uso legítimo da força física". Para Weber o Estado é: "Uma relação de homens dominando homens, mediante violência considerada legítima".
Fonte:http://pedrossiqueira.blogspot.com.br/2010/12/trabalhando-o-conceito-de-estado-para.html

  5) O que é ação social?
 Ação social é qualquer ação que leva em consideração as reações dos indivíduos, podendo ser modificada de acordo com essas reações. A ideia central da ação social é a existência de um sentido na ação: ela se realiza de uma parte (agente) para outra (alvo).Max Weber classificou as ações sociais em quatro tipos :
· 1- ação tradicional: aquela determinada por um costume ou um hábito arraigado;
· 2 - ação afetiva: aquela determinada por afetos ou estados sentimentais;
· 3 - racional com relação a valores: determinada pela crença consciente num valor considerado importante, independentemente do êxito desse valor na realidade;
· 4 - racional com relação a fins: determinada pelo cálculo racional que coloca fins e organiza os meios necessários.

fontes: http://www.mundociencia.com.br/sociologia/weber.htm
              http://www.fatimahborges.com.br/acaosocial.php

domingo, 8 de abril de 2012

MAX WEBER : SOCIOLOGIA #7

      


    1) Qual a importância de Max Weber para as ciências sociais?
    Max Weber é um dos mais importantes autores para as ciencias sociais e tambem um dos mais atuais e mais estudado no momento. Weber revolucionou a sociologia definindo-a como a "ciencia da ação social". Foi um dos autores que mais defendeu a objetividade das ciencias sociais. A renuncia a julgamentos de valor também é uma caracteristica marcante na obra de Max Weber, opondo-se às ideias de Emile Durkheim . Realizou uma grande analise do mundo moderno, destacando-se em sua obra a presença da racionalização e da intelectualização.

Fonte : http://rafazanatta.blogspot.com.br/2011/09/importancia-de-max-weber.html

         2) Como weber tratava os julgamentos de valor e saber empírico?
    Para Weber, os valores e ideais que inspiram um cientista social são intrínsecos à busca do conhecimento; daí sua crítica ao positivismo. Porém, ele propunha uma clara distinção entre os “julgamentos de valor” e o “saber empírico”.
    A ciência social compreende ambos os aspectos – já que os julgamentos de valor estão no significado dado aos objetos e problemas, enquanto o saber empírico está relacionado com a busca de respostas às questões formuladas, por meio dos instrumentos racionais da ciência.
    Todavia, o cientista social não deve estabelecer receitas, nem dizer o que deve ser feito, mas sim o que pode ser feito. Isso porque a ação prática vincula-se a deveres e convicções que estão ancorados no mundo da política prática. E, para Weber, a ciência social deve distinguir-se dessa esfera tanto quanto possível.
    Nesse sentido, ele dizia que: “A tarefa do professor é servir aos seus alunos com o seu conhecimento e experiência e não impor-lhe suas opiniões políticas pessoais”.Em outras palavras, a ciência (e o professor que é representante dela) tem um compromisso com a “verdade” que não deve ser restringido pelas crenças e convicções políticas de qualquer de seus praticantes.

Fonte : http://sites.google.com/site/richardromancini/socweberiana


          3) Para Weber o que é objetividade?

    Para Max Weber objetividade é uma metodologia pelo qual se tenta explicar determinados fatos estudados, buscando alcançar as respostas sem deixar que o caráter subjetivo influencie nos julgamentos sobre tais fenômenos.
    Weber acredita que estes fenômenos científicos estão ligados com a parte subjetiva do ser humano já que é ela que faz com que se tenha interesse para tal investigação, ou seja, é ela o ponto de partida, porem ela deve ficar de fora, pois o caráter cientifico deste fenômeno deve ser puramente racional. Podemos observar isso no trecho de texto abaixo:
    “ Por certo que sem as ideias de valor do investigador não existiria qualquer principio de seleção nem conhecimento sensato do real singular e, assim como sem a crença do pesquisador na significação de um conteúdo cultural qualquer resultaria completamente desprovido de sentido todo o conteúdo do conhecimento da realidade individual, também a orientação da sua convicção pessoal e a difração dos valores no espelho de sua alma conferem ao seu trabalho uma direção”.

          4) Weber acredita na objetividade do conhecimento?
      Para Weber, toda pesquisa possui um ponto de partida subjetivo, mas seu ponto de chegada deve ser objetivo. Apesar das pesquisas possuirem um ponto de partida subjetivo, isso não destrói a objetividade da ciência. Weber concorda com o fato de que as ciências sociais lidam com o fenômeno do valor, mas nem por isso ele rejeitava o valor da imputação causal nas ciências humanas, pois eram um instrumento indispensável para a explicação dos mecanismos de entendimento da vida social. Weber também propunha a unificação das ciências humanas integrando a compreensão e a explicação em uma visão unitária da ciência.
Weber também acredita que as categorias da ciência são uma construção subjetiva do pesquisador feitos a partir de seu interesse.
Ainda que Weber não tenha defendido uma visão rigorosamente dualista da ciência, o escrito "A objetividade do conhecimento na ciência política e na ciência social" constitui ainda hoje o principal texto para quem defende uma visão não naturalista de ciência.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Weber

          5) O que são tipos ideais?
     As ciências sociais têm por objetivo a “compreensão da vida que nos rodeia”, composta por uma grande diversidade de elementos. Ao considerar um objeto o cientista social tem uma tarefa bastante diferente daquela do cientista da natureza.  Como não é possível explicar uma realidade social particular, única e infinita, escolhem-se fragmentos destas através da avaliação das influências ou efeitos que se pode esperar delas. O cientista social irá atribuir a esses fragmentos um sentido, destacando certos aspectos que pareçam importantes segundo seu princípio de seleção, seus próprios valores. O cientista social irá, então, utilizar-se de métodos e conceitos que se ligam à idéia científica de teoria. Logo, a elaboração de um instrumento que irá orientar o cientista social na escolha dos pontos importantes do meio social é muito importante. O modelo de interpretação-investigação é o tipo ideal e é dele que o cientista se utiliza como um guia na construção de suas teorias na tentativa de explicar a realidade.
    O tipo ideal tem como característica a unilateralidade, a racionalidade e o caráter utópico. Quando se elabora um tipo ideal, a partir de uma realidade infinita, escolhem-se elementos que são considerados os mais importantes para a explicação. Esse processo acentua certos traços e deixa de lado outros, conferindo unilateralidade ao modelo. O tipo ideal irá existir somente como utopia e não um reflexo da realidade, é apenas um modelo simplificado do real, elaborado em traços considerados essenciais para definição do mesmo, a partir dos critérios de quem pretende explicar certo fenômeno. Irá caber à Sociologia e à História reconstruir os atos humanos, os significados dos mesmos e construir conceitos tipos sobre as regras gerais dos acontecimentos.

Fonte Geral :
QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. de O.; OLIVEIRA, M. G. M. de.; Um Toque de Clássicos: Marx, Durkheim e Weber. 2ª ed. revista e ampliada. Belo Horizonte, 2003: UFMG, 1995.

domingo, 1 de abril de 2012

KARL MARX : SOCIOLOGIA #6




1)  Porque para Marx tudo pode ser considerado mercadoria?

“(...) a mercadoria tem a propriedade de satisfazer as necessidades humanas, sejam as de estômago ou as da fantasia, servindo como meio de subsistência ou de produção. Por ser útil, ela tem um valor de uso que se realiza ou se efetiva no consumo, enquanto o que não se consome nunca se torna mercadoria. Coisas úteis, porém, podem não ser mercadorias, desde que não sejam produtos do trabalho ou não se destinem à troca.” 

"Mercadoria é o que se produz para o mercado, isto é, o que se produz para a venda e não para o uso imediato do produtor."

O capitalismo foi um regime que mercantilizou a vida humana, transformando tudo em mercadorias, reduzindo todas as coisas a um valor que pode ser medido em dinheiro, até mesmo o trabalho humano que, antigamente, era reconhecido como meio essencial que o homem possuía para a livre criação de si mesmo.
  Sendo todas as coisas frutos do trabalho humano, dispêndio de cérebro, nervos, mãos e sentidos do homem, toda realização do ser humano, todas as coisas que “nascem” por meio da atividade humana pode ser considerada mercadoria.

2) O que é valor de uso?
A utilidade de certa mercadoria está ligada ao seu valor de uso, estando vinculada às propriedades físicas do objeto. O valor de uso não tem relação com o trabalho humano que pode ter custado, nem com a relação social de produção. Ela forma a base do valor de troca, segundo a propriedade elementar da mercadoria. São naturalmente diversas, possuem diversas qualidades e são incalculáveis.

3) O que é valor de troca?
O valor de troca aparece como uma relação quantitativa, a proporção na qual as mercadorias se trocam. O valor nasce do relacionamento dos valores de troca, e nada tem a ver com suas propriedades naturais. Leva em consideração a força social média e o tempo de trabalho socialmente necessário. A relação de troca abstrai o valor de uso, o agente da troca não leva em consideração o uso do objeto que vende, mas o vê como um modo de apropriar-se do produto alheio. 


Fonte [2] e [3] :

4) Relacione o valor de uso e o valor de troca ao trabalho humano concreto e ao trabalho humano abstrato. 
Para Karl Marx, no capitalismo, trabalho humano abstrato é aquele que reduz as coisas em seu valor de mercadoria, ou seja, em seu valor de troca, faz com que determinada "coisa" passe a ser expressa não por seu caráter qualitativo, mas sim por seu valor quantitativo.
No texto Karl Marx usa o exemplo de que 20 varas de linho valem 01 casaco. Esta relação quantitativa das coisas (mercadorias) se da pelo trabalho empregado para realizá-las, ou seja, a tecelagem e a alfaiataria e que ambas tem em comum um tipo de trabalho chamado de trabalho humano abstrato, como pode ser observado no trecho de texto a seguir: "Porém, a equiparação com a tecelagem reduz a  alfaiataria realmente aquilo em que ambas são iguais, a seu caráter comum de trabalho, indiretamente é então dito que também  a tecelagem, contato que ela teça valor, não possui nenhuma característica que a diferencie da alfaiataria, e é portanto, trabalho humano abstrato".
Já o trabalho humano concreto é aquele que produz as coisas, ou seja, suas atividades físicas, intelectuais e criativas que produz as coisas como elas são as expressam pelo seu caráter qualitativo ou seja, pelo seu valor de uso, como por exemplo um casaco que é utilizado para aquecer alguém, ou um pacote de açúcar que serve para adoçar alimentos e bebidas em geral.
Podemos observar esta afirmação neste trecho de texto: "A mercadoria, é antes de tudo, um objeto externo, uma coisa, a qual pelas suas propriedades satisfaz necessidades humanas de qualquer espécie".
Ou seja, tal coisa tem esse caráter útil que satisfaz as necessidades humanas e que a partir do momento que passamos a comparar tais produtos equivalentes a outro de natureza diferente como 20 varas de linho = 01 casaco, passamos a expressa-lo quantitativamente e não mais qualitativamente, ou seja, passamos a expressa-lo pelo seu valor de troca (trabalho humano abstrato) e não mais pelo seu valor de uso (trabalho humano concreto ou útil) como citado no trecho de texto a seguir: " Ao desaparecer o caráter útil dos produtos do trabalho, desaparece o caráter útil dos trabalhos neles representados, e desaparecem também portanto, as diferentes formas concretas desses trabalhos, que deixam de diferenciar-se um do outro para reduzir-se em sua totalidade a igual trabalho humano, a trabalho humano abstrato".
  
5) O que Marx chama de " fetichismo de mercadoria " ?
   Fetichismo da mercadoria é o modo pelo qual Karl Marx denominou o fenômeno social e psicológico onde as mercadorias aparentam ter uma vontade independente de seus produtores.
    Em “O Capital”, Marx nota que a mercadoria (manufatura) quando finalizada, não mantinha o seu valor real de venda, que segundo ele, era determinado pela quantidade de trabalho materializado no artigo, mas sim que esta, por sua vez, adquiria uma valoração de venda irreal e infundada como se não fosse fruto do trabalho humano e nem pudesse ser mensurado. O que ele queria denunciar com isto é que a mercadoria parecia perder sua relação com o trabalho e ganhava vida própria. O fetichismo pode ser entendido como essência de todo o sistema econômico de Marx, como um elemento-chave que permite diferenciar seu método do método dos economistas clássicos.


Fonte [5] :

6) Qual a relação entre o "fetichismo da mercadoria" e o trabalho social?
Embora o trabalho adquira forma social, pelo simples fato de os homens trabalharem de alguma forma uns para os outros, os produtores só entram em contato social quando trocam os produtos de seu trabalho. Além disso, o valor da mercadoria passa a ser visto como algo objetivo, intrínseco a sua natureza e não ao dispêndio de força laboral do trabalhador envolvido na produção. Desse modo, como bem cita Marx (1996, p.179), "Ao equiparar-se, por exemplo, o casaco, como coisa de valor, ao linho, é equiparado o trabalho inserido no primeiro com o trabalho contido neste último". A grande questão é que essa comparação é feita, embora não de forma consciente.
Nota-se, por conseguinte, que a abstração do trabalho acaba por sobrepujar a verdadeira relação social por detrás de determinada mercadoria. Quanto mais essa abstração é reforçada pela ideologia do capital, mais as mercadorias são envoltas pelo fetichismo.
Através da forma fixa em valor-dinheiro, o caráter social dos trabalhos privados e as relações entre os produtores se obscurecem. É como se um véu nublasse a percepção da vida social materializada na forma dos objetos, dos produtos do trabalho e de seu valor.

Fonte [6]: 
http://www.webartigos.com/artigos/o-fetichismo-da-mercadoria-um-passeio-entre-marx-e-a-039-039-coisificacao-039-039-do-trabalho-humano/25267/


7) Descreva um exemplo atual que expresse o que Marx denominou de " fetichismo de mercadoria".
  Segundo Marx dois produtos podem se equivaler e serem trocados, além de se equivalerem a um terceiro produto, o dinheiro por exemplo. A troca de mercadorias é caracterizada por uma abstração do valor de uso, ou preço da mercadoria. Um exemplo atual de fetichismo de mercadoria são os ovos de Páscoa. Um chocolate em barra, por exemplo, tem um determinado preço, mas a mesma quantidade do mesmo chocolate em forma de ovo de Páscoa terá um preço muito maior do que o chocolate em barra. Isso se deve apenas ao fato do ovo de chocolate ser mais atraente do que o chocolate em barra.


Fonte [7] : http://pt.wikipedia.org/wiki/Fetichismo_da_mercadoria


Fonte: [Citações]
MARX, Karl. "O capital", Volume I. Capítulo I: Mercadoria

domingo, 25 de março de 2012

KARL MARX : SOCIOLOGIA #5

File:Karl Marx 001.jpg

             1) O que são classes sociais? 
Classes sociais é a divisão de grupos de pessoas, onde esta divisão gera a separação entre classes dominantes e classes dominadas.
A classe dominante, de forma direta ou indireta controla o estado vigente e a classe dominada é composta, pelos membros oprimidos da sociedade.
A história das sociedades é marcada pela luta de classes sociais, seja na Roma antiga, na sociedade feudal ou no capitalismo moderno, em todos estes períodos é possível observar conflitos diretos e indiretos entre essas classes distintas, onde o resultado é "uma transformação revolucionária de toda a sociedade, ou a destruição das classes em luta"

2) Quando e como surgiu o proletariado? 
A partir da queda do feudalismo e do desenvolvimento da burguesia e do capitalismo, surgiu o proletariado que nada mais é do que o trabalhador que viver apenas do fruto de seu trabalho.
Com esta ascensão da burguesia, se deu o crescimento do mercado de troca e de capital, o que fez com que fosse necessário o desenvolvimento da máquina na indústria. Este crescimento fez com que o trabalhador ficasse cada vez mais com tarefas simples e fosse substituído pela maquina em tarefas mais complexas e demoradas.
Este desenvolvimento acarretou em uma redução do valor de serviço do trabalhador já que “o preço do trabalho, como de toda mercadoria, é igual ao custo de sua produção", fazendo com que, aumente a jornada de trabalho e decresça o salário deste trabalhador.
Marx diz que os pequenos industriais, pequenos comerciantes, entre outros, são obrigados a virarem proletariados devido ao fato de que seus pequenos capitais não os permitem competir com as grandes indústrias, mostrando que o proletariado é recrutado em todas as classes da população.
A classe proletariado passa por diversas fases de desenvolvimento, tomando conhecimento da situação imposta pela burguesia, o proletariado passa a se organizar e a lutar contra a opressão imposta.

3) O que gera o movimento histórico?
Para Marx, o que movimenta a história é a luta de classes, onde há um enfrentamento constante entre uma classe que é dominante e outra que é dominada. Para ele "...A historia de todas as sociedades que existiram até nossos dias , tem sido a historia das lutas de classes(...). Numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca , ora disfarçada."

4) O que são forças produtivas?
Conceito de origem marxista, as forças produtivas são constituídas pelos meios de produção - capitais, terras, matérias-primas, ferramentas e equipamentos -, pelos métodos e técnicas de utilização e pelos trabalhadores. Em conjunto com as relações de produção, constituem o modo de produção, também designado por 'base' ou 'infra-estrutura' da formação econômica e social.

5) O que são relações de Produção?
Relações de Produção é um conceito elaborado por Karl Marx e que recebeu muitas definições e utilizações posteriores. Resumidamente, as relações de produção são as formas como os seres humanos desenvolvem suas relações de trabalho e distribuição no processo de produção e reprodução da vida material.  Segundo Karl Marx, “...na produção social da sua vida, os homens entram em determinadas relações, necessárias, independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a uma determinada etapa de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais”.
Quaisquer que sejam, as relações de produção possuem três papeis fundamentais:
  • Determinar a forma social do acesso às fontes e ao controlo dos meios de produção;
  • Redistribuir a força de trabalho social entre os diversos processos de trabalho que produzem a vida material, organizam e descrevem esse processo;
  • Determinar a forma social de divisão, redistribuição dos produtos do trabalho individual e coletivo e, por essa via, as formas de circulação ou não circulação desses produtos. 
6) O que é alienação e qual a sua relação com o trabalho?

Tanto para Marx quanto para Hegel a alienação está ligada ao trabalho. Marx tira sua idéia de alienação de Hegel, que supõe que “o trabalho é essência do homem”, e que somente por meio do trabalho que o homem poderia realizar plenamente suas habilidades em produções materiais. Ainda para Hegel, a alienação possui um aspecto positivo, para ele quando visamos uma realização material na forma de trabalho, nos alienamos.
Para Marx, a alienação tem um sentido negativo, de modo que o trabalho ao invés de realizar o homem, o escraviza e ao invés de humanizá-lo, desumaniza. O homem passa a medir-se por o que ele possui e não pelo o que ele é. Marx também propôs outros tipos de alienação, ligadas à Igreja e ao Estado, em que o homem ao invés de tornar-se livre, cada vez mais se aprisionaria. Porém, a alienação básica é a alienação econômica, citada anteriormente. 
  
7) Por que Marx vê um papel revolucionário na burguesia?
Devido aos rigorosos regulamentos das corporações medievais, a produção encontrava grande resistência, seria necessário mudanças tantos nos moldes de produção quanto na organização política, social e religiosa. Esse foi o papel que coube à burguesia, que desturiu e transformou os modos de organização do trabalho, formas de propriedade (no campo e na cidade), enfraqueceu as antigas classes dominantes, substituiu a legislação feudal, entre outras coisas, criando um mundo semelhante a si.  


8) Por que o modo de produção capitalista é transitório? 
O modo de produção capitalista é transitório, porque se divide em duas classes antagônicas e é o meio de produção onde as forças produtivas se desenvolvem ao máximo, e ainda há o maior grau de exploração do trabalhador. Este se torna o agente revolucionário na sociedade capitalista, pois com a exploração consequentemente aumentará sua capacidade de organização e de conscieência de sua situação social. 


BIBLIOGRAFIA



domingo, 18 de março de 2012

KARL MARX : SOCIOLOGIA #4



1 -Quem foi Karl Marx?
    Filósofo alemão que autou também como sociólogo, historiador, jornalista e economista. Seu pensamento influenciou várias áreas como a Filosofia, História, Sociologia, Economia, Direito, entre outras. Fez diversas críticas ao anarquismo, à religião e à sociedade capitalista.

2 -Quem mais influenciou o pensamento de Karl Marx?

    A maior influencia no pensamento de Karl Marx foi o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel.


3 - Qual a relação de Marx com a sociologia ?

    Na investigação da relação de Marx com a sociologia, não há como subestimar a importância do movimento crítico. Ao longo de toda sua obra, o exame das diversas teorias sociais prevalecentes desemboca, com base no exercício de uma crítica ao mesmo tempo imanente e transcendente, na delimitação de um território próprio denominado pela posteridade de “materialismo histórico”, “sociologia marxista” ou mesmo “sociologia ou teoria crítica”.A contribuição de Marx para o pensamento sociológico foi principalmente a sua perspectiva da "Teoria do Conflito", na qual a organização social e a sua mudança se baseiam nos conflitos intrínsecos à sociedade.As suas noções de mudança foram construidas a partir do trabalho de um filósofo, Hegel, que desenvolveu o conceito da dialética.

    Esta noção baseou-se na ideia de que tudo encerra em si mesmo as sementes da sua própria destruição, mas que uma nova forma de organização surgiria das cinzas resultantes daquela destruição.Marx aproveitou esta ideia da dialética e aplicou-a à sociedade, afirmando que as origens da mudança social são todas materialistas e não
basedas em ideias ou emoções.

4 - O que é o idealismo para Marx?
    Tendência filosófica que reduz toda a existência ao pensamento. Marx era contra o idealismo filosófico e afirmava : "O modo de produção da vida material condiciona o processo em geral de vida social, político e espiritual. Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas ao contrário, é o seu ser social que determina sua consciência”. Com essa idéia Marx produz uma nova forma de interpretar o mundo não mais na abstração mental da consciência como no idealismo hegeliano, mas na própria materialidade da realidade.

5 - Como Marx define o materialismo?

    Para Marx o materialismo são as ações tomadas com base em teorias, usadas para revolucionar e transformar as coisas que existem no mundo.

Marx aborda a Vida Social como sendo um materialismo histórico, o homem interage com o ambiente e o mesmo interage com ele.
Marx acredita que as importantes mudanças ocorridas na história da humanidade são fruto de ações e de fenômenos que geram outros fatos como por exemplo, o modo pelo qual a produção material de uma sociedade é realizada constitui o fator determinante da organização intelectual e politica de uma determinada época.
     Ou seja Marx busca explicar as mudanças e o desenvolvimento da história através de fatores práticos tecnológicos (materiais) e o modo de produção

6- O que Marx quer dizer ao afirmar que Feuerbach “não toma a própria atividade humana como atividade objetiva”?
      Marx quer dizer que Feuerbach não considera a atividade humana e os sujeitos como sujeitos históricos. Do ponto de vista marxista, o ser humano é sujeito e objeto de fenômenos naturais e de sua história, o homem agiria sobre sua própria natureza e a transformaria. Para Marx, a essência humana não é algo abstrato e inseparável de cada indivíduo, mas sim o resultado da união, do conjunto das relações sociais.

7 -Compare a frase de Max “a essência humana não é uma abstração inerente a cada indivíduo”  com as ideais de Durkheim sobre a relação indivíduo e sociedade.
    Karl Max define que a essência humana é, na verdade, o conjunto das relações sociais e só pode ser tomada como uma generalidade interior que liga apenas naturalmente os muitos indivíduos.
    Esse conceito é semelhante à ideia de "Fato Social", definida por Durkheim como toda maneira de agir fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior, independente das manifestações individuais que possa ter.
    Ambos concordam que em toda sociedade há uma "força maior", proveniente de um conjunto de morais e valores que moldam cada indivíduo, tornando-o um ser social.
              
         BIBLIOGRAFIA

domingo, 11 de março de 2012

EMILE DURKHEIM : SOCIOLOGIA #3


1) Qual a relação entre a independência dos indivíduos e a divisão do trabalho social?
 Para Émile Durkheim, cada indivíduo tem sua singularidade havendo ainda uma necessária interconexão entre os indivíduos para compor o todo, dentro desse todo, cada um teria sua função social, sendo o elemento central a chamada solidariedade, principal fonte da divisão do trabalho. A solidariedade acontece na medida em que as necessidades se complementam, busca-se no diferente aquilo que não se tem. No entanto, quanto maior a individualidade dos organismos maior a coesão social e assim, mais forte a solidariedade.

2) O que é solidariedade e qual é seu papel social?
A solidariedade é um fenômeno totalmente moral que se cristaliza por meio do direito. Onde é forte, inclina fortemente os homens uns para os outros, coloca-os freqüentemente em contato, multiplica as ocasiões em que têm que se relacionar. O número dessas relações é diretamente proporcional ao das regras jurídicas que as determinam. Portanto, para definir as diferentes espécies de solidariedade social, convém classificar as diferentes regras jurídicas de acordo com as diferentes sanções ligadas a elas. O seu papel na sociedade é criar laços que prendam os indivíduos uns aos outros, ou seja, uma ligação entre os indivíduos a fim de gerar uma vida social.

3) O que é solidariedade mecânica?
Para Durkheim a solidariedade mecânica é característica das sociedades primitivas, ou seja, em agrupamentos humanos de tipo tribal formado por clãs. É uma sociedade que tem coerência porque os indivíduos ainda não se diferenciam. Aos indivíduos pertencentes a essas sociedades falta a personalidade ou mesmo a individualidade, sendo que a “consciência coletiva” é um forte instrumento de coação e, conseqüentemente, “coesão” social. Nelas, os indivíduos que a integram possuem as mesmas noções e valores sociais tanto no que se refere às crenças religiosas como em relação aos interesses materiais necessários a sobrevivência do grupo. É justamente essa correspondência de valores que ira assegurar a coesão social.
 Um exemplo em que a solidariedade mecânica está presente é encontrado no filme  “A Vila“, filme este que mostra uma comunidade isolada onde todos seguem as mesmas regras e possuem os mesmos princípios de valores, onde toda a sociedade exerce as mesmas atividades (consciência coletiva), obtendo assim uma coesão social. Os indivíduos que descumprem são alvos da aplicação do direito repressivo, como forma de castigo.

4) Onde encontramos a solidariedade mecânica?
A solidariedade mecânica é característica das sociedades primitivas, ou seja, em agrupamentos humanos de tipo tribal formado por clãs.

5) Explique se a solidariedade diminui ou cresce conforme aumenta o excedente produtivo de uma dada sociedade.
 Cresce, pois, o excedente produtivo é fruto de uma especialização e de uma divisão do trabalho, onde as partes intensificam as relações sociais, estas intensificações geram uma interdependência entre os grupos que compõem tal sociedade, aumentando assim muitas vezes fatores como vias de comunicações, densidade de uma dada população, entre outras coisas,aumentando assim a solidariedade nesta sociedade a fim de manter a coesão social.
  
6) O que é solidariedade orgânica?
É a solidariedade que é fruto da divisão do trabalho, é nela que a consciência individual ganha destaque gerando assim especializações, estas especializações geram interdependência entre todas as partes que compõem a sociedade.
Esta solidariedade é chamada de orgânica, pois, assim como os órgãos dos seres vivos que são especializados em determinadas funções garantindo assim a coesão do mesmo, a divisão do trabalho e a especialização garantem a coesão da sociedade.

7) Explique a divisão do trabalho social.
A divisão do trabalho social tem como função criar entre as pessoas um sentimento de solidariedade mútua. Durkheim usa como exemplo a atração sexual entre as pessoas, pois segundo ele, o amor geralmente supõe uma mesma linha se pensamentos e sentimentos. Além disso, Durkheim cita que a divisão sexual do trabalho é a principal fonte da solidariedade conjugal, ressaltando assim, que a separação dos sexos foi um acontecimento essencial para a evolução dos sentimentos.
  
8) Porque ocorre a preponderância progressiva da solidariedade orgânica?
Para Durkheim, "a sociedade e a consciência coletiva são entidades morais, antes mesmo de terem uma existência tangível". Para que possa existir um consenso em uma sociedade, é necessário o aparecimento de uma solidariedade entre seus membros. O desenvolvimento de um grupo é dado em função do trabalho coletivo, e para que isso funcione é necessário definir regras de cooperação e troca de serviços, permitindo um desenvolvimento uniforme e eficiente.
  
9) O que é anomia social?
Cada sociedade estabelece normas que fazem com que os indivíduos interajam entre si segundo valores que podem ou não serem aceitos socialmente, essa interação irá provocar a solidariedade.  A ocorrência da quebra de regras sociais gera uma falta de estabilidade social, provocando um estado de anomia, e um conseqüente enfraquecimento da solidariedade no âmbito social.

10) Para Durkheim, quando ocorre uma situação de anomia social?
A anomia ocorre em períodos de confronto, de revolta na sociedade. Durante esse estado, não há normas que regulem as relações sociais. A situação de anomia tende a ser passageira, mesmo em períodos de confronto, e sob novas normas ocorre a formação de novos laços de solidariedade.

  • Referências bibliográficas
 “A função da divisão do trabalho” . Disponível em: <>http://sociologiadodireitounesp.blogspot.com/2011/06/funcao-da-divisao-do-trabalho-emile.html> Acessado em 11 de março de 2012.


 “Da divisão do trabalho social e do conceito de solidariedade em Émile Durkheim” . Disponível em: <> http://almaprolixa.blogspot.com/2010/09/da-divisao-do-trabalho-social-e-do.html > Acessado em 11 de março de 2012.

segunda-feira, 5 de março de 2012

ÉMILE DURKHEIM: SOCIOLOGIA #2


                     

Estudo do texto:
- Julgamentos de valor e de realidade.

1 ) O que são julgamentos de valor?
Julgamentos de valor são aqueles que têm por objeto dizer não aquilo que as coisas são, mas sim o valor atribuído por certo indivíduo a essas coisas. Pode-se estendê-lo a todo julgamento relacionado a uma avaliação, porém com certos cuidados.  Esses cuidados estariam relacionados a  quando falamos de preferências (prefiro cerveja ao vinho, vida ativa à sedentária e etc.), pois podem se parecer com julgamentos de valor mas no fundo são julgamentos de realidade, pois os mesmos não têm por função atribuir às coisas um valor que lhes pertença, mas somente afirmar a maneira que nos comportamos em face de certas situações e objetos.

2)     O que são julgamentos de realidade?
São julgamentos que tem como função exibir determinados fatos e enunciar coisas que existam, julgam aquilo que as coisas realmente são.


3) Qual a relação entre julgamento de valor e de realidade?
 A relação entre os dois é o fato de ambos partirem da mesma coisa, de ambos terem a mesma natureza: Ideais. No entanto, são julgamentos diferentes e embora o início seja uma única e idêntica faculdade, a diferença se dá por partirem de ideais distintos. Um exprime as realidades como realmente é e tem como objetivo maior analisar a realidade e traduzi-la o mais fielmente possível, chamados julgamentos de realidade. Já o outro transfigura as realidades de acordo com o que ela se relaciona, os chamados ideais de valor, são os chamados julgamento de moral e mostram um novo aspecto da realidade. No julgamento moral uma coisa pode perder ou ganhar valor de acordo com a mudança de ideal, sem que sua natureza mude.


4) O que os julgamentos de realidade tem a ver com a Ciência Positiva?
Julgamentos de realidade são julgamentos formulados que se limitam a exprimir determinados fatos, eles enunciam aquilo que existe. Esse tipo de julgamento está relacionado ao caráter da Ciência Positiva de retratar de forma neutra e clara uma dada realidade a partir de seus fatos, ou seja, enunciando aquilo que existe sem levar em conta subjetivismos.



5) O que é moral para Durkheim?
Moral para Durkheim é um sistema de regras de conduta, a “ciência dos costumes”. Contudo, essas definições são tidas como gerais. O diferencial de Durkheim é tratar a moral como uma obrigação, no entanto, não apenas uma obrigação ou uma noção de dever, para Émile Durkheim um ato de moral que devemos obedecer é aquele que apresenta um significado e não apenas algo que nos é ordenado, sem que haja nenhum porque como nos atos divinos. Para que algo seja cumprido é necessário gerar interesse no indivíduo de alguma maneira, que lhe cause sensibilidade e seja desejável, mesmo que imposto por processo de coerção.
  Para Durkheim, a moral não tem um objetivo individual, ela está relacionada com a sociedade em si na ligação entre o individuo e o grupo, para ele não há sociedade sem moral. O individuo não pode viver sem a sociedade, e a negação da mesma seria a negação e si mesmo. Contudo, ao mesmo tempo em que a sociedade apresenta essa função de bem do individuo ela também é considerada uma autoridade moral, pois para esse autor a moral está relacionada com a sociedade e não pode ser julgada, ou seja, por ser produto da coletividade ela deve ser colocada e imposta ao o indivíduo de modo que esse aceite e a exerça sem contestações. Para Durkheim, para aqueles que violam a regra moral há punições por não estarem de acordo com a regra preestabelecida,  mas quando os atos estão de acordo com a moral pública, tais atos são louváveis. Para Émile Durkheim, a moral está intimamente ligada aos atos de solidariedade.

6)     O valor moral da sociedade equivale a soma dos valores morais individuais?
Não, o valor moral da sociedade não é equivalente a soma dos valores morais individuais, pois os valores morais individuais podem ser muito distintos de um indivíduo para outro. Dessa forma, indivíduos com valores morais contrários ao valor moral da sociedade fariam com que os valores da sociedade não fossem formados pelos valores morais individuais. 

7) Quais exemplos que podemos dar da visão Durkheimiana da relação entre moral e sociedade?
A Sociedade define o que é moral e o que é amoral. A sociedade define regras de conduta para que o individuo seja aceito pela sociedade. Tudo que é realizado fora desses padrões morais é mal visto pela sociedade. Coisas que podem parecer simples, mas que para sociedade tem um grande valor moral, um valor de significado como a bandeira de um país ou uma imagem religiosa . A Moral molda o individuo de acordo com as suas vontades  e ir contra essas regras preestabelecidas é passível de punição.


  • Referência bibliográfica para a resposta da questão 5
FELIX DE MELO, MARINA; “A moral em Émile Durkheim” In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SOCIOLOGIA, XIV, Rio de Janeiro, 2009. Recife, 2009, Pag. 8 – 16.